terça-feira, 5 de março de 2019

Como reduzir o custo na hora do banho do pet


COMO REDUZIR O CUSTO NA HORA DO BANHO DO PET

Reduzir custo é sempre um assunto do meu interesse. Esse é o blog do Dcãoegato Canal, eu sou Marcia Lima, médica veterinária, e hoje eu vim falar como é possível reduzir o custo na hora do banho do seu pet.
Gente, banho de rico sabe como é? Pega o melhor xampu q tem, às vezes carésimo, e faz o q diz na embalagem. Lá, vem mandando ensaboar duas vezes, já reparou?
E banho de pobre, é assim? Claro q não! Eu já fiz muito qdo ainda não era veterinária e lá em casa a gente usava é sabão de coco, daqueles de lavar roupa mesmo. Ficava todo mundo com pelo embaraçado e duro, mas ficava limpinho. Não tinha rótulo pra mandar repetir a aplicação, como é o certo de se fazer. Se eu usasse um xampu pelo menos, nem q fosse um simples, baratinho, veria a recomendação de passar, enxaguar e depois passar de novo.
Diferente do q eu fazia, qdo era adolescente, um banho bem dado, seja “de pobre” ou “de rico”, tem duas etapas: a primeira lavagem limpa o grosso e a segunda vez q ensaboa é q limpa o q faltou e deixa cheiro bom, repõe vitamina, hidrata... o resto todo.
Mas nem sempre a gente faz isso de ensaboar duas vezes, por causa do custo do xampu e por causa do tempo mesmo, pra não demorar demais no banho do pet. E aí, sabe o q acontece? Economiza tempo e dinheiro, mas não dá banho direito! Depois reclama q o bicho tá sujo ou q ficou fedorento apesar do xampu super caro.
Então, a primeira dica pra reduzir o custo do banho é fazer a primeira lavagem, o pré-banho, com um produto bem baratinho, simples, q só limpe mesmo, sem ter nenhuma função cosmética, nem terapêutica.
A gente pode usar qualquer coisa q limpe, não intoxique, não agrida a pele e q seja baratinho. São então boas opções para a primeira lavagem ou pré-banho: sabão ou xampu de neném, ou mesmo de adulto, de uso humano, desses de mercado; ou produtos cosméticos da linha veterinária, facilmente encontrados nos pet shops, mas q tenham preço baixo e não sejam de tratamento (nada terapêutico) pq não queremos medicar a pele, só lavar.
Cuidado com sabão de enxofre, q é baratinho, mas não me vai usar isso no banho cosmético, né? Enxofre a gente usa pra medicar a pele, em algumas situações. Pode causar irritação se usar sem necessidade.
Mesma coisa os produtos humanos antibacterianos, q todo mundo tem em casa, no banheiro, tipo Protex. E cuidado tb com xampu antipulgas, da linha veterinária. São produtos de tratamento e não são pra usar sem orientação, ok? Depois não reclama da consulta do médico veterinário qdo der errado aí, se usar por conta esse tipo de produto...
Qdo a gente quer redução de custo no banho, está falando de produto pra limpeza (de uso cosmético). Vamos ter outro vídeo/texto com dicas de banho, pra saber como aplicar na pele se for xampu, se for sabonete. Tem uns macetes bons de aprender, pra gastar menos produto e te facilitar, mas aqui ía fugir muito do assunto. Falando nisso, vc já se inscreveu no canal? Clica aqui e aperta o botão vermelho q está debaixo do vídeo: https://youtu.be/eMXl1abn0w0


 Só assim a gente consegue te avisar qdo tiver novos vídeos e textos por aqui.

Mas voltando pra redução de custo no banho do pet, fazendo o tal do “pré-banho” com um produto baratinho de limpeza, depois de lavar o animal e enxaguar muito bem, é preciso saber ser pão-duro. Pão-durismo é uma arte! Não podemos deixar um produto baratinho agindo na pele do pet por muito tempo. Pode causar alguma alteração nas condições normais da pele. Então, desenvolve a malandragem aí e lembra q pré-banho é pra passar o produto baratinho na pele, na velocidade q a gente lava as mãos. Alguém lava as mãos no banheiro e fica com elas pra cima, q nem cirurgião, esperando a luva?  Não, né? Se não quiser ter esse trabalho todo, de lembrar esses detalhes, tudo bem: faz o banho de rico e ensaboa o animal as duas vezes com o xampu adequado, mais caro, q não causa irritação, e pronto!
E depois do pré-banho? Assim q enxaguar bem o produto dessa primeira lavagem, pega lá o outro xampu, o bom, o caro q vc já tinha e passa na pele. Vc vai ver como agora, com a pele pré-lavada, o segundo produto de limpeza vai espalhar muito mais fácil e vc vai precisar usar bem menos quantidade.
Esse segundo xampu, o bom, é caro porque tem o pH adequado pra pele do seu pet. Esse, a gente deixa agindo na pele por pelo menos 5 minutos, antes de enxaguar. Se for verão e quiser deixar de 10 a 20 minutos. Tb pode enrolar numa toalha enquanto espera, se estiver mais frio. Eu sou muito friorenta, me preocupo com essas coisas.
Bom o segundo xampu, vc enxagua muito bem tb, pra não ter problema de pele e aí finaliza o banho como quiser.
Entendido tudo isso, vou te contar como reduzir o custo durante o banho, em três situações diferentes.
1)    Se o seu animal tem o pelo curtinho e vc quer apenas limpar e deixar com cheirinho bom, faça o pré-banho com algo baratinho e finalize com um xampu de uso veterinário, para pelos curtos. Lembrando sempre de enxaguar bem em cada lavagem. O segundo xampu vai render muito mais, pelos motivos q expliquei acima.

2)   Se o seu animal tem o pelo curto ou médio, mas vc quer limpar e tb dar um pouco de brilho, uma boniteza a mais, fica bem baratinho usar vinagre. Então, faça como te falei, pro animal de pelo curto: pré-lavagem com produto de mais ou menos um real, depois um xampu de uso veterinário e no final do banho, depois q enxaguou e tirou o excesso de água (ou deixou o animal se sacodir um pouco pela casa...), aí molha o pelo com vinagre diluído com água filtrada. Serve qq vinagre, mas gosto mais do de maçã, pq tem um cheiro menos forte. Pra não agredir a pele, é só diluir um copo de vinagre com um copo de água. E pode, mas não precisa enxaguar essa solução de vinagre, viu? É só jogar e secar normalmente. Único cuidado mesmo é não deixar cair nos olhos. O pelo vai ficar esplendoroso de brilhoso com essa dica baratinha!

3)   E se vc tiver um animal de pelo mais longo, daqueles q embaraça fácil, vai querer com o banho, além de limpar, desembaraçar, né? Nesse caso, também dá pra reduzir custo assim: limpa, fazendo pré-banho, enxagua e aí passa um creme de pentear, daqueles bem baratinhos, de uso humano. Qq loja de cosmética, farmácia e mercado tem sempre um monte de opção de produto pra usar no cabelo da mulherada e desembaraçar no chuveiro. Então, vai passando um creme desses, q não custa caro, vai penteando e desfazendo os nós e depois enxagua. Lembra de passar o produto nas pontas do pelo, tá? A malandragem do pão-durismo aqui é entender q pra poder escolher o produto de uso humano mais barato da prateleira, não pode passar isso na pele do animal. Vai q não tem uma formulação adequada? Então, não vai fazer mal se vc lembrar de passar nas pontas. Claro q sendo um produto de uso humano, pra cabelos, se encostar na pele do cão ou gato não vai fritar nem matar ninguém, gente. A nossa pele é bem parecida. Mas é sempre melhor ser prudente e desembaraçar com o produto nas pontas, só onde tem nó, por segurança. Depois de usar esse creme de pentear, a gente enxagua um pouquinho e lava com o segundo xampu, o de uso veterinário, todo adequado pra pele animal, como te ensinei antes. Só não pode esfregar o xampu com aquela mão nervosa, senão embaraça o pelo todo de novo, Vai com as pontinhas dos dedos, espalhando o xampu, mais na pele e na raiz dos pelos, enxagua bem e pronto. Daí, pode passar o vinagre, depois o condicionador veterinário nas pontinhas e secar como de costume.
Essa preocupação com o custo é especialmente importante se a gente pensar em 10 animais pra tomar banho, ou se forem cães de raças grandes ou gigantes, ou ainda, se a gente fizer a conta dos custos com banho por ano. Quanta viagem não dá pra fazer com o q economizou, né?
Antes de terminar esse vídeo, só queria te chamar a atenção pra não inverter as coisas. Parece óbvio, mas tem gente q confunde isso. Se vc passar primeiro o xampu bom e depois, por cima passar um sabonete de 1 real, o segundo produto vai remover o primeiro bom q vc passou e jogar seu dinheiro pelo ralo. Pra realmente reduzir o consumo do xampu e consequentemente o custo do banho, faz direitinho como eu te falei aí, ok?
Ah! E claro, tudo isso funciona na pele normal. Pra pet q tem problema de pele, ou sempre q vc vc ficar na dúvida de qual produto usar, consulta o colega veterinário aí pertinho de vc, diz q viu como economizar aqui no nosso canal ou no blog e confirma com ele se pro seu animal, essas dicas são adequadas tb.
Espero q esse texto tenha te ajudado e se vc curtiu as dicas de hoje, não esquece de compartilhar com seus amigos e de se inscrever no Apoia-se, pra ajudar nosso projeto a crescer.  Tudo q a gente colocar aqui vai ter um vídeo no Youtube. Então, passa por lá, assiste, deixa seu like e se inscreve no Dcaoegato Canal. Até breve!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Dicas de limpeza pra quem tem pet em casa

Dicas de limpeza pra quem tem pet em casa


Esse é o blog do Dcãoegato Canal, eu sou Marcia Lima, médica veterinária e hoje eu vim falar sobre como limpar a casa se vc tem cão ou gato.
O q fazer pra evitar intoxicação, pra q a casa fique limpa sem grandes preocupações? Nos últimos anos, eu vivia proibindo o uso de um monte de produtos de limpeza, pros meus clientes, durante as consultas, dizendo pra limpar a casa só com álcool, sem usar amaciante de roupa... Tanta coisa a gente proibia. Que loucura pensar em limpar o ambiente, sem fazer uso de um bom sabão. Como desengordurar a cozinha só com álcool? Já tentou? Não dá!
Muita pesquisa foi sendo feita nesses anos e hoje o clínico veterinário pode desdizer tudo aquilo, dar uma de maluco e liberar os produtos q antes acreditávamos q fariam mal aos pets. Hoje, vc pode usar quase tudo q quiser em casa e esse texto é pra isso: desfazer aquele trabalhão q a gente dava pro cliente na hora da limpeza do ambiente.
Então vamos lá: q produtos não devemos usar na limpeza? Aqueles q deixam resíduo no chão!
Por exemplo, a Creolina e os seus similares, q eram muito usados antigamente nos quintais, têm um cheiro super fedorento e depois de secar, deixam resto de produto ativo ainda no chão. Os componetes da formulação podem entrar na pele de uma criança q engatinha ali, ou na pele do seu pet e intoxicar mesmo. Então, fica a dica: se vc quer usar a Creolina, não tenha cão, nem gato de estimação nesse ambiente, pq o risco de irritação da pele e intoxicação do animal existe.
Outra coisa q deixa resíduo no ambiente e q é super comum, mas q a gente usava antigamente e hoje em dia nem tanto, é a cera, q se passa no chão, pra deixar o piso mais brilhoso e bonitinho. Antigamente, a gente esfregava a cera no chão com uma estopa, q nem graxa de sapato, e depois passava a enceradeira. Deus me livre disso!!! Quem é jovem nem vai saber o que é uma enceradeira e não perdeu nada, juro! Troço trabalhoso por demais. Hoje em dia temos ceras mais modernas, líquidas, de diluir com água e passar com o pano na vassoura, no esfregão direto. Não são tão trabalhosas de usar, mas deixam resíduo no chão, depois de secar e por isso não devem ser usadas tb.
Na dúvida, se a cera ou o produto q vc usa no chão da sua casa, pode ser usada ou não, se deixa resíduo ou não, procura aí um colega veterinário, explica pra ele q vc assistiu o Dcãoegato Canal e segue o q ele recomendar.
O conceito q precisa ficar é que todo produto q deixa resíduo no chão, depois de secar, não deve ser usado na limpeza do ambiente em que vive um cão ou gato, por causa do risco de intoxicação por lambedura ou pelo contato com a pele.
Ok, mas que produtos podemos usar? Reparou q eu não proibi o uso do Veja Multiuso e seus similares ou mesmo dos desinfetantes perfumados? Esses produtos todos, a gente pode e deve usar na limpeza, mesmo tendo pet! Quanto mais limpa a casa, mais feliz sua mãe e os “neuróticos da limpeza” vão ficar. Neuróticos da limpeza? Era assim q eu chamava quem me mandava fazer limpeza na adolescência, antes de ter a minha própria casa... Quanto mais limpo o ambiente, melhor para a saúde do cão e do gato também!
Além desses, sabão em pó pode, todos aqueles produtos q na embalagem manda enxaguar, a gente pode usar na limpeza da casa e da roupa dos pets, desde q siga, bem certinho, as recomendações da embalagem. Seguir a diluição, enxaguar bem, não misturar produtos diferentes... tudo isso garante a segurança da utilização. Não pode é fazer como eu, na adolescência, pq eu só fazia bobagem. Não q eu não faça bobagem agora, mas naquela época fazia muito mais, com certeza! Quem tem adolescente em casa tb sabe como é, né? Na hora de lavar o terraço com sabão em pó, numa má vontade daquelas, eu não enxaguava direito pra acabar rápido, e a minha mãe tinha q me levar pelos cabelos ou pelas orelhas, lá pra cima de novo, pra me mostrar q o chão seco estava todo peguento, escorregadio e cheio de sabão. Daí me fazia lavar tudo de novo até ficar brilhando... Castigo merecido, reconheço. Contei isso pra te tranquilizar. É fácil saber se a limpeza do chão foi feita errado, se tem risco de ficar resíduo depois de secar e irritar a pele do seu pet. Se o produto de limpeza manda enxaguar e a gente não remove todo, dá pra ver o q secou e ficou no chão. Se for piso liso e olhar contra a luz, fica embaçado. Se for piso mais áspero, a gente sente escorregar ou grudar, se passar o pé. Fica a dica pra vc conferir se quem lavou o chão de casa, fez certinho!
Se na instrução de uso diz q não precisa enxaguar – e temos muitas opções assim no mercado – significa que o produto evapora quando seca e por isso é seguro usar se tem um cão ou gato na casa. As substâncias mais usadas q evaporam depois q secam são os sabões catiônicos (já falei do Veja e similares multiuso), o hipoclorito de sódio (em Portugal chamam de lixívia, no sul do Brasil é Qboa e também tem quem chame de água sanitária), o formol (no Brasil temos o Lysoform) e os quaternários de amônio (Pinho Sol, de uso humano e Herbal Vet ou o GermBac, de uso veterinário).
O cuidado com os produtos q evaporam é sempre seguir a diluição recomendada na embalagem. Se deixar pra qualquer pessoa e errar na hora de diluir, pode ficar resíduo no ambiente e irritar a pele ou até causar espirros e tosse nos pets (e nos alérgicos como eu).
Outro cuidado importante é nunca deixar desinfetantes diluídos no balde, à disposição dos pets. Achar q gato não gosta de água e por isso não vai chegar lá e lamber as bolhas da espuma do desinfetante pode ser um grave engano. E imagina a tentação q seria pra um Labrador daqueles bem atentados, passar ao lado de um balde refrescante, cheio de água com desinfetante? E se ele mergulhar a cara lá dentro? Se lamber, vai ter vômitos, perda de apetite, azia e sinais de gastrite. Se cair nos olhos, vai te gastar uma quantia boa no oftalmologista, pra cuidar da lesão de córnea e da conjuntivite. Então, fica ligado e não deixe nem o pano molhado (a esfregona, em Portugal) sujos de desinfetante, nem o balde com o produto pela casa, depois da limpeza!
Dos produtos q evaporam, o álcool é o mais famoso. A gente pode limpar com ele locais da casa q não sejam gordurosos, como o banheiro, mas por favor, lembrem que na cozinha, álcool não limpa adequadamente. Os óleos q ficam nas paredes, ao redor do fogão e no chão da cozinha, como azeite e óleo de soja, por exemplo, não são óleos solúveis em álcool. Dão o tripo do trabalho e não saem com produtos alcóolicos. E se o chão ficar engordurado, por baixo dessa película de sujeira acumula bactéria, fungos e um monte de bichinhos microscópicos q vão adorar grudar na pele e nos pelos do seu pet, qdo ele passar por ali.
Falei os produtos não indicados e os q a gente pode usar, mas a limpeza da casa tb fica muito melhor com a ajuda de um aspirador de pó. Quem tem um pet em casa, vale à pena adquirir um. Se vc já tem o seu, tira ele do fundo do armário, onde deve estar esquecido e com teias de aranha provavelmente, e passa a usar a cada 15 dias pelo menos. Se for um pet muito peludo, na época q caem mais pelos, aí vale à pena usar toda semana. Se a família tiver algum humano alérgico, o ideal é usar pelo menos uma vez por semana, pra remover a poeira e os fungos, pólens e ácaros do ambiente. Mas o uso semanal do aspirador de pó tb faz milagres na prevenção de crises de asma e bronquite dos gatos alérgicos, e das crises de otite e coceira dos cães atópicos. Fica a dica!
O aspirador de pó é uma ferramenta de custo viável e q nem vai mudar tanto a sua rotina, se vc incluir no dia da limpeza da casa. Só lembrar de passar rapidinho, mas nos cantinhos! Adianta nada aspirar o chão q a gente pisa ou o local q a gente senta. A poeira gruda na roupa e vai pra máquina de lavar, sem precisar do aspirador ali. Mas no intervalo entre o encosto do sofá e o assento, por exemplo, a roupa não encosta, o sol não alcança e é lá q fica poeira servindo de comida pros ácaros e todos os outros causadores de alergia. É nos cantos e nas frestas q o aspirador precisa chegar. Assim, sua coluna vai ficar muito mais feliz. Quem aspira o chão com má vontade, pra acabar logo (lembrou de mim, adolescente?), só força a coluna e a lombar e não necessariamente está melhorando a qualidade de vida dos alérgicos, entende?
O uso frequente do aspirador de pó na casa tb ajuda demais no controle das pulgas, principal causa de crise nos cães atópicos q vivem no Brasil. Foca nos tapetes, debaixo das camas (pq é escuro), nas frestas no piso (se for madeira é mais comum ter buraquinhos e frestas), entre o colchão e a cabeceira, entre o colchão e o estrado da cama, atrás de móveis (se o pet vai passar por lá) e esquece aquela trabalheira de aspirar todos o perímetro da casa.
Se vc curtiu esse assunto, não esquece de compartilhar com seus amigos e de se inscrever no Apoia-se, pra ajudar nosso projeto a crescer.  Tudo q a gente colocar aqui vai ter um vídeo no Youtube. Então, passa por lá, assiste, deixa seu like e se inscreve no Dcaoegato Canal. Até breve!



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Alergia - o que é, sem termos técnicos - parte 3


Se você leu a parte 1 e a parte 2, deverá ser capaz de concordar que:

- Alergia tem origem genética e por isso não tem cura.

- A exposição aos causadores de alergia causa inflamação e coceira na pele por um mês.

- Pele inflamada é predisposta à infecção por micro-organismos oportunistas.


Por isso tudo, a prevenção das causas de alergia deve ser feita por toda a vida e quanto mais bem executada, menores os gastos e maior a qualidade de vida do animal alérgico.

Alergia - o que é, sem termos técnicos - parte 2

Por que o alérgico sente coceira?

Todo corpo tende a identificar as moléculas invasoras e a se defender, produzindo anticorpos (do tipo IgG).  No animal alérgico, o corpo também identifica os invasores, mas produz anticorpos diferentes (do tipo IgE), causadores de inflamação e coceira.

Por que o alérgico piora com o passar do tempo?

Funciona assim: o animal nasce com potencial genético para “implicar” com o que tiver contato. A cada contato, um pouco de anticorpo de coceira (IgE) é produzido e vai pra pele causar inflamação e coceira até ser inativado (esse anticorpo perde a função depois de um tempo). Assim, num primeiro momento, há tão pouca quantidade de anticorpo de coceira (IgE) na pele, que não é possível detectarmos a olho nu nenhum sinal de inflamação ou de incômodo/coceira. 

É por isso que todo animal alérgico nasce sem sinais de coceira e com o tempo (podem ser alguns meses ou anos), vai apresentando uma coceirinha aqui, outra ali; um probleminha de pele agora, outro ano que vem, e quando já teve muito contato com o que dispara alergia, apenas uma mínima exposição já inflama e detona toda a pele, numa reação em cadeia bem exagerada.

No alérgico, ouvido também é pele:

A mesma pele que reveste o corpo do animal, também reveste os ouvidos. Assim, sempre que a alergia inflama a pele, também inflama o ouvido do animal alérgico. 

Da mesma forma, a otite não tratada acaba inflamando o resto do corpo do animal alérgico. 

Resumindo: tudo o que acontece na pele do animal alérgico, acontece também na pele do ouvido. Com raríssimas exceções, até que seja provado o contrário, você pode considerar que “otite é sempre culpa da pele”, no animal alérgico.

Alergia inflama a pele. Pele inflamada significa o quê?

Quanto mais inflamada a pele do animal, mais micro-organismos estarão presentes. É disso que você deve lembrar quando olhar seu animal alérgico. 

Pele inflamada tem pH menos ácido e temperatura mais adequada à proliferação das bactérias e fungos que já habitam a pele normalmente. 

Quando em muita quantidade, esses organismos causam mais coceira e mais lesões (no corpo e nos ouvidos, não esqueça!).

Pele inflamada tem buracos:

Além disso, pele inflamada significa pele “esburacada”, que deixa entrar muito mais moléculas causadoras de alergia do que a pele não inflamada. 

Uma vez que as moléculas causadoras de alergia entram no corpo, o sistema imunológico produz os anticorpos de coceira (IgE), que só “morrem de velhos” (ficam inativos), após quatro semanas. 

Isso significa que o contato hoje com uma molécula causadora de alergia deixará a pele do seu animal inflamada e coçando durante QUATRO SEMANAS INTEIRAS!

Pergunto: sabe quanto tempo demora para micro-organismos se multiplicarem na peleʔ Apenas algumas horas. Imagine como vai estar a pele do animal alérgico depois de um mês inflamada e coçando...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Cuidado com a leishmaniose!


Vc leva seu cão pra passear à tardinha?

Vc deixa seu cão solto na rua pra namorar à vontade?

Vc mora a menos de 100m2 de local com árvores e/ou jardim?

Vc mora a menos de 100m2 de local com lixo exposto?

Seu cão tem lesões nas orelhas ou na face?

Algum cão da casa do vizinho perdeu peso ou tem lesões de pele que não melhoram?

Seu cão perdeu peso ultimamente, sem estar de dieta?

Vc adotou uma cadela prenha e não sabe onde ela andava ou quem são os pais dos filhotes?

Se vc respondeu a sim pra alguma dessas perguntas, deve procurar seu clínico veterinário e pedir um exame para pesquisar a leishmaniose. 

Há exames de sangue baratos e pouco desconfortáveis, que podem ser usados como triagem dessa zoonose. Mas é importante que um médico veterinário bem atualizado no assunto acompanhe a interpretação desse tipo de exame, pois há uma pequena possibilidade de resultados falso-positivos e também de falso-negativos, em situações especiai.

Nos casos de exame de triagem (sorológico) positivo, serão necessários novos exames, mais específicos, para confirmar. Então, nada de economizar ou desesperar no primeiro exame positivo, ok?  

A leishmaniose está cada vez mais frequente no Brasil e poucas pessoas reconhecem os sinais. Essa doença pode passar para vc e sua família. Então, informe-se com seu médico veterinário sobre a vacinação do seu cão e sobre como evitar a picada do mosquito-palha!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Problemas com carrapatos? Conheça seu inimigo e aprenda como derrotá-lo.

Seja pelo risco de doenças, pela anemia ou pela irritação que causam na pele do animal, quem tem ou teve cão, já padeceu para combater infestação por carrapatos alguma vez. As tentativas são frequentes e demandam mais tempo, esforço e custo do que se gostaria. E no fim, sobra o desespero, quando não se tem a estratégia adequada. A proposta aqui é simples: entender como traçar uma estratégia eficaz de prevenção aos carrapatos. 

Mas antes de qualquer coisa, vale um aviso: esse texto não contém uma “receita de bolo” nem um protocolo pronto para você. A consulta ao médico veterinário que conhece seu animal é imprescindível na orientação da escolha dos muitos produtos disponíveis no mercado. A intenção aqui é tentar explicar porque tem sido tão difícil se livrar dos carrapatos. 

A primeira questão importante é: o que se conhece desse inimigo? 




Carrapatos são artrópodes, classificados na mesma classe das aranhas (Arachnida) e alimentam-se de sangue. 

Permanecem no hospedeiro durante praticamente toda a sua vida, indo ao ambiente apenas na hora de colocar os ovos e mudar de fase.

Cada fêmea é capaz de colocar de duzentos a três mil ovos no ambiente. Muitos dos quais, na natureza, acabam sofrendo a influência do meio (excesso ou falta de umidade, luz solar, temperatura, tipo de solo) ou fazendo parte da cadeia alimentar natural, sendo ingeridos por outros artrópodes e aves, de forma que apenas alguns poucos sobrevivem e conseguem alcançar o hospedeiro.

Quanto mais quente o clima, mais estímulo à procriação dos carrapatos. Por isso em locais como o Rio de Janeiro é tão comum haver infestação por carrapatos durante praticamente o ano todo. Em áreas de clima mais ameno, como o sul do país, é com a chegada do verão que torna-se indispensável o controle e a prevenção desses aracnídeos. 

Se o cão vive em área rural ou em sítio, sem contato com o interior da casa e sem “casinha” de cachorro, ele pode ser parasitado pelo carrapato-estrela (Amblyomma sp), que além do cão, também pode parasitar o homem e transmitir a ambos, várias doenças infecciosas, como a febre maculosa, que pode ser fatal quando não medicada. Esse texto não se refere ao Amblyomma sp, mas ao carrapato urbano, o Rhipicephallus sanguineus, que parasita o cão da cidade, ou cão morador de área urbana, seja apartamento ou casa, com ou sem acesso à rua. 


Enquanto o carrapato rural necessita de ambiente rico em umidade (mais de 95%), o Rhipicephallus sanguineus sobrevive com umidade de até 70%. Por isso, ambientes revestidos de plástico, madeira, metal e cimento são seu habitat mais favorável. 

Antes de escolher a melhor estratégia de controle desse parasita, observe as afirmações abaixo, sobre o Rhipicephallus sanguineus
- Não voa! 
- Não parasita as aves! 
- Não parasita o ser humano! 
- Diferente das pulgas, esse carrapato só sai do hospedeiro (cão) para a oviposição e ecdise (mudança de estágio evolutivo). 
- A larva já sai do ovo com fome e procura o hospedeiro imediatamente, movendo-se sempre para o alto. 
- Sua saliva pode passar doenças para o cão, como erlichiose, rangeliose e babesiose, que se não tratadas podem ser fatais. E o animal não precisa estar infestado para isso! Apenas um carrapato já é capaz de transmitir essas doenças, se estiver contaminado, ou seja, se tiver picado outro animal doente. Se a fêmea estiver contaminada, seus 3.000 ovos também estarão. 
- Instintivamente, esse aracnídeo sobe e procura abrigo nas frestas de paredes e muros e pode estar numa caixa de papelão ou em algum eletrodoméstico (como máquina de lavar roupa, se o cão dorme na lavanderia, por exemplo). 
- Não fica em tapetes ou em frestas do chão! 
- Na grande maioria das vezes, fica próximo de onde o cão dorme! 
- Locais mais comuns dentro de casa: embaixo da cama, embaixo do sofá, embaixo de armários e da mesa de centro da sala, dentro das frestas das paredes e muros, atrás de quadros e da moldura do ar condicionado, entre o teto e a parede... 
- Ele pode chegar à sua casa de três formas: caminhando (vem pelas paredes ou muros), com o cão (ao passear) e "de carona" com objetos (móveis, casinha ou caixa de transporte do cão, eletrodomésticos,  sapato ou roupa de quem entra na casa). 
- É possível e comum trazer carrapatos na sola do sapato ou na roupa, ao passar na calçada ou encostar em algo no caminho para casa. 
- Importante: o cão não pega esse carrapato ao passear na grama, mas quando se esfrega no muro ou anda na calçada ou dentro de caixa de transporte que outros cães usam! 
- O carrapato que passa andando na parede vai mostrar onde é o esconderijo dos outros. Basta acompanhar o seu trajeto. 
- Cão de quintal gramado, sítio ou de área rural só é infestado pelo carrapato urbano quando tem casinha. Se dormir na grama, a umidade do solo não permite que sobreviva.
- É difícil demais descobrir de onde pegou. A fêmea leva vinte a trinta dias fazendo postura no ambiente e a larvas nascem cerca de um mês depois. Isso significa que o carrapato achado agora no cão pode estar na casa há pelo menos um ou dois meses! 

Agora sim, conhecendo mais o inimigo, é possível entender melhor as possíveis estratégias. Para ajudar mais, segue abaixo a lista do que não fazer e a sua explicação.

1) Tratamento curativo, ou seja, usar os carrapaticidas durante a infestação, não adianta de quase nada. Se o plano for esperar ver os carrapatos para tomar uma providência, além de arriscar a saúde do cão, a chance de insucesso no controle da infestação é grande, já que o parasita está muito bem adaptado ao habitat pouco úmido e urbano, à sua casa. 

2) Tratamento com xampus e sabonetes antiparasitários não é eficaz. Não há efeito residual protetor após o enxague do produto. Isso quer dizer que somente matam os carrapatos que estão no animal no momento do banho. Nunca devem ser utilizados como estratégia única. 

3) Tratamento com coleiras antiparasitárias é inútil se o cão é banhado a cada quinze dias, sete dias ou mais frequente que isso. O produto ativo da coleira espalha-se na superfície da pele e demora cerca de vinte dias para atingir concentração suficiente para o máximo efeito descrito na embalagem. As coleiras não agem no ambiente e por isso só são eficazes para cães que não necessitam de banho e quando associadas a um controle ambiental simultâneo. 

 4) Antiparasitários de depósito (produtos em spray ou top spot, de uso mensal) somente agem no cão. Diferente dos xampus e sabonetes, seu efeito residual é longo, mas não agem no ambiente contra carrapatos. Além disso, a absorção e a distribuição da substância ativa podem ser muito afetadas em  animais com pele inflamada (seborreia, alergia, dermatites), reduzindo  a duração de ação e a eficácia do produto. 

 5) Carrapaticidas ambientais: podem ser tóxicos para os animais e para a sua família. Devem ser utilizados com as proteções adequadas para evitar contato com a pele, olhos e narinas. São eficazes no controle ambiental somente quando aplicados nos locais onde os carrapatos estão. Isso quer dizer que lavar o chão da casa ou o quintal com esses produtos de nada adianta! A aplicação em locais não cobertos deve ser repetida sempre que chover, já que esses produtos misturam-se facilmente com água. Ainda que sejam usados de forma adequada, não agem no animal e basta um carrapato conseguir parasitar o cão para recomeçar todo o ciclo de vida com mais muitos milhares de ovos no ambiente de novo. 

Para concluir, além de entender o que não fazer, é preciso passar a aplicar o mesmo conceito que se usa para as vacinações anuais, em que não se espera ocorrer a doença para vacinar. É necessário instituir a prevenção e não mais apenas o combate aos carrapatos! 

Assim, pode-se afirmar que a melhor estratégia no controle das infestações por carrapatos deve incluir o uso periódico e frequente de uma combinação de produtos que atuem no cão e também no ambiente, durante toda a vida do animal.

Por fim, a escolha do melhor protocolo terapêutico, dentre os vários produtos existentes no mercado brasileiro, deve ser feita com o seu médico veterinário, levando em conta fatores como o número de animais, o ambiente, o bairro onde vive, o grau de exposição, o estado geral da saúde dos cães, a idade e também o orçamento disponível. 
Seja ela qual for, a fórmula mágica para evitar o desconforto das picadas, o risco de anemia e doenças infecciosas pelo carrapato vermelho do cão é sempre trabalhosa, custosa e pode variar, mas é a única chance de sucesso no controle dos carrapatos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dicas de banho - parte 3

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.

4) Frequência dos banhos:
O cão normal é capaz de se adaptar à freqüência semanal imposta pela maioria dos proprietários de área urbana. É só usar produtos adequados. Há raças que não têm muito cheiro na pele e por isso não necessitam de tanto banho (Chow Chow, Akita). Nesses casos, só a escovação basta e o banho pode ser dado com intervalos de até dois meses. Mas quando há doenças de pele, muitas vezes são necessários vários banhos por mês para controlar e tratar a situação. Siga a prescrição à risca e se tiver dificuldade em cumprir os prazos solicitados, entre em contato com o veterinário que prescreveu e pergunte como proceder.


5) Pelagem embolada – que fazer?

O banho em geral inclui molhar e jogar o xampu no dorso do cão, sair esfregando tudo e no final sentir aquela vontade de sair correndo pra bem longe só pra não ter que pentear aquele “nó gigante que balança o rabo”... 
Para evitar que a pelagem embole, é necessária escovação frequente com pente ou escova adequada ao tipo de fio, para não quebrar. Um bom tosador é o profissional mais indicado para orientar qual a melhor escova e qual a frequência de escovação ideal para cada “penteado” (o comprimento da pelagem interfere nessa decisão).
Importante: Se você não tem tempo para cuidar adequadamente, mantenha a pelagem curta e no frio, recorra aos agasalhos e roupinhas.

No entanto, se alguns nós se formarem, o indicado é molhar os fios, usar fluido desembaraçador (à venda em pet shops) e com pente ou escova próprios, delicadamente desfazer o que conseguir. Só use o xampu de limpeza quando estiver satisfeito com o resultado e proceda ao banho normalmente.

6) Secador: herói ou vilão?

Você sabe a diferença de secador e soprador? A diferença é basicamente a temperatura e velocidade do ar que eles jogam de encontro à pele e ambos podem ser heróis ou vilões. Veja por que: secar a pelagem por convecção, ou uso de vento, causa ressecamento da pele, que será maior de acordo com a temperatura utilizada. Nesse caso, vale a mesma orientação da água do banho: evitar os extremos de temperatura, seja pelo conforto ou pelo menor risco de danos.
A regra para evitar seborreia por queimadura ou prurido por ressecamento excessivo da pele é manter ar frio ou pouco quente e pelo menor tempo possível sobre a pele.

7) Secar o pelo só com toalha causa micose?

Jamais! O excesso de água na pele causa o seu “amolecimento” ou maceração e isso facilita a piodermite bacteriana. Os fungos que acometem os cães e gatos são diferentes dos que crescem no pão e nos alimentos úmidos! Por isso, a piadinha: “Seu animal não é pão Plus Vita: não mofa se molhar!”.
Nos cães e gatos com dermatopatias, quanto menor o uso de secador e soprador melhor para a pele. Nesses casos, somente a toalha faz maravilhas.



8) Sobre a diluição dos produtos do banho:

- Quanto mais diluir, menos espuma faz, mas não necessariamente limpa menos com menos espuma. É só manter a diluição recomendada pelo fabricante.

- O segundo xampu é o de acordo com a pelagem ou o terapêutico. Deve ficar agindo por alguns minutos antes de enxaguar para melhor resultado.

- Diluir um pouco mais o condicionador em raças como o Poodle e o Bichon Frisé para não perder volume.

- Não deixar a diluição pronta por mais de 3 dias para evitar risco de contaminação co bactérias e fungos e desestabilização dos componentes da fórmula. De preferência, diluir a quantidade certa logo antes do banho.

Dicas de banho - parte 2

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.


1) Sabão de coco- posso usar?
Ele é tão alcalino que destrói a parte interna da fibra capilar. É difícil e trabalhoso recuperar o brilho depois. Evite o uso se quiser pelagem bonita e quando houver problemas dermatológicos.

2) Banho no Box do banheiro - sim ou não?
Se o seu animal está adaptado ao banho de chuveiro, não há nada mais prático. No entanto, para aqueles que não toleram o banho no box, é importante lembrar que ele é um local fechado e abafado, e o chuveiro é bem barulhento. E isso pode ser suficiente para estressar e agitar o cão ou o gato durante o banho. Troque para local abrigado do vento e pouco escorregadio (se necessário, coloque um tapete de borracha do tamanho do animal, para dar estabilidade). Com alguma adaptação, a rotina do banho talvez passe a ser prazerosa para ambos.

3) Água fria ou água quente?

Banho deve ser relaxante e para isso, evite os extremos de temperatura. Muito quente e muito frio irritam a pele e levam à liberação de histamina, causadora de prurido/coceira, além de ser desconfortável. Uma boa estratégia é encher um balde (o tamanho vai variar de acordo com o animal) com água fria da torneira e temperar com água bem quente até obter o “morno” desejado. Deixe à mão um pote plástico (pote de sorvete ou similar) para aos poucos ir enchendo no balde e molhando o animal. Isso não faz barulho e permite bom controle da temperatura e quantidade de água.

Não esqueça de fechar a porta do local ou prender a coleira e a guia do cão, se achar que ele vai sair correndo ensaboado pela casa...

Dicas de banho - parte 1

Vc sabe dar banho no seu pet? Não adianta comprar o xampu certo se vc não sabe como usar!

Não é possível esgotar o assunto neste pequeno texto. A idéia aqui é evitar erros grosseiros que comprometam a eficiência do tratamento prescrito. As dicas abaixo valem para animais com ou sem problemas dermatológicos.

Que produtos usar?
A escolha do produto é essencial. Vc deve levar em conta a idade, o ambiente em que vive, a cor e o tipo de pelagem e a frequência dos banhos na hora de escolher. Para uma pelagem bonita e saudável, vc vai precisar de pelo menos três produtos:
1- xampu ou sabonete de limpeza
2- xampu adequado ao tipo de pelo (os terapêuticos são desse grupo, levar em conta a cor, o comprimento e o tipo de pelagem).
3- Condicionador- é ele quem confere brilho e maciez após o banho. Muitas vezes é responsável pela hidratação da pele após o uso do xampu terapêutico.

Já existem xampus do tipo “dois em um” (com condicionador) para facilitar a tarefa de banhar seu animal.

Como banhar seu animal – passo-a-passo:
1- Molhar e desembaraçar.
2- Limpeza: Aplicar o xampu ou sabonete de limpeza sempre diluído de acordo com a indicação da embalagem (se não tiver indicação, utilize partes iguais com água num frasco pequeno à parte) e espalhar pelo corpo sem esfregar. Enxague abundantemente.
3- Tratamento: Aplicar o xampu de tratamento (terapêutico, para pelagem preta, ou clareador, para filhotes...), também diluído de acordo com a orientação do fabricante, espalhar massageando, sem esquecer a parte de baixo do corpo, os dedos e a cauda. Deixar agira por dez a vinte minutos – nos dias de inverno, vale enrolar uma toalha sobre o corpo, evitando golpes de ar e desconforto por sentir frio enquanto espera o produto agir. Enxaguar sem esfregar.
4- Hidratação e condicionamento: Retirar o excesso de água dos pelos, passando as mãos do pescoço até a cauda e de cima pra baixo. Só então aplicar o condicionador (também diluído) em todo o corpo (não esquecer a parte de baixo!) e enxaguar levemente.
5- Secagem: Retirar o excesso de água com as mãos novamente e secar com toalha felpuda sem esfregar para não embaraçar ou quebrar os fios.
6- Acabamento: Para dar mais brilho, use um reparador de pontas próprio para animais, nos fios longos – pergunte a um bom tosador o quê e quando usar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Foliculite

O que é Foliculite?
Para entender melhor, leia o texto anterior, sobre Piodermite.                    

Se você já fez isso, saiba que a Foliculite é um tipo de Piodermite, em que a estrutura da pele afetada é o folículo piloso, ou seja, a parte responsável pela formação do pelo, na camada mediana da pele, como mostra a figura ao lado:




Entenda o que acontece na Foliculite para saber como prevenir:
Da mesma forma que as Piodermites, a Foliculite não é contagiosa. Pode ser causada por bactérias e outros micro-organismos, mas na grande maioria das vezes, os estafilococos são os responsáveis pelo problema.

Uma vez dentro do folículo piloso, a bactéria produz substâncias irritantes, que geram destruição dos tecidos e inflamação, ou seja, dor e produção de pus, com a chegada das células de defesa ao local afetado.

O pus formado seca na superfície da pele, formando uma crosta geralmente amarelada (a cor depende do tipo de bactéria envolvida) e aderida aos pelos, que caem junto com ela ao ser retirada.

Essa dermatite é oportunista, ou seja, seu animal não pegou nem transmitirá Foliculite aos outros. É preciso haver um fator que favoreça a entrada dos micro-organismos e a instalação do problema na pele. Dentre tais fatores, destacam-se como principais causas de Foliculite, a seborreia, a atopia e a infestação pela sarna Demodex sp. (Leia mais sobre cada um nos outros textos, neste blog).

Como saber se meu animal tem Foliculite?
Desconfie sempre que achar crostas amarelas e falha de pelo. Isso mesmo: não é só micose* que pode deixar o seu animal com áreas sem pelos no corpo!
Além disso, é comum o prurido (ou coceira) e vermelhidão na pele.

Como tratar a Foliculite do meu gato/ cão?
Como o micro-organismo invasor está dentro dos folículos pilosos lá dentro da pele, onde nenhum xampu ou pomada ou creme (usados na superfície) conseguirão alcançar a fonte do problema. Esse tipo de alteração de pele só será resolvido com tratamento de dentro para fora, com medicações específicas para cada caso e por tempo prolongado.

Se meu animal já melhorou, por que tenho que voltar ao consultório no final do tratamento da Foliculite¿
A reavaliação da pele do paciente após o episódio de Foliculite é imprescindível quando está sendo feita a pesquisa diagnóstica. Isto significa que a causa dessa piodermite oportunista só poderá ser avaliada e devidamente prevenida com a avaliação da pele no final do tratamento, de preferência ainda usando as medicações prescritas. Só então será possível determinar o por quê do problema. Então, não deixe de fazer as medicações pelo prazo prescrito e muito menos de retornar ao consultório no final do tratamento!


*Para mais informações sobre micose, leia os textos anteriores sobre o tema.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Piodermites

O que é Piodermite?
Toda infecção da pele causada por bactérias é uma Piodermite. No cão e no gato, em geral, a piodermite é causada por Staphyloccocus e pode ser superficial ou profunda, dependendo da camada de pele afetada.

Piodermite pega?
Antes de qualquer coisa, saiba que na pele do seu cão ou gato existem muitos micro-organismos. Quando a barreira natural de proteção da pele é vencida por algum motivo (e existem muitos), esses micro-organismos invadem alguma camada da pele e causam infecção. Então a piodermite do cão e do gato não é uma condição contagiosa para outras pessoas ou animais.

Piodermite dói?
Quanto mais profunda a camada da pele afetada, maior o incômodo causado pela piodermite. Assim, o desconforto pode variar desde uma leve coceirinha no local da infecção até dor constante e severa (no caso das Piodermites profundas).


Por que meu animal tem Piodermite?

Porque as barreiras naturais de defesa da pele falharam e permitiram que as bactérias presentes na superfície penetrassem e causassem lesão. Lembre-se: seu animal não “pegou” Piodermite da toalha da tosa e nem por ter ido passear na calçada no último domingo! As bactérias já estavam lá na pele dele.


Por que a Piodermite no meu animal sempre aparece de novo quando acaba o tratamento?

Isso nem sempre acontece, mas se seu cão ou gato apresenta Piodermite com frequência, é preciso encontrar a causa predisponente para essa condição, ou seja, determinar em conjunto com um médico veterinário qual ou quais barreiras da pele do seu animal não estão funcionando propriamente. Isso é feito através de exames laboratoriais, tratamento e observação. Só então é possível tomar as providências necessárias para corrigir as falhas ou prevenir as recidivas do quadro.

Meu animal é atópico* e está com Piodermite. Devo me preocupar?
Sempre! O traumatismo causado na pele quando o animal se esfrega em algum lugar ou se coça é suficiente para ferir a pele e deixar passar muitas bactérias da superfície para as camadas mais internas da pele. Por isso é tão comum a incidência de piodermites nos animais alérgicos (já que se coçam com mais frequência que os não alérgicos).
Além disso, o paciente atópico pode ter alergia às toxinas produzidas pelas bactérias que conseguiram entrar na pele. Nesse caso, o paciente desestabiliza, entrando em crise de coceira, produzindo mais lesões e mais coceira (ciclo vicioso e agravante).

Como prevenir a Piodermite recidivante¿
Não há “receita de bolo”. Tudo depende da causa das recidivas. O tratamento costuma ser longo e inclui medicamentos e medidas para controlar a causa de base, como, por exemplo, o controle da coceira no caso dos alérgicos ou do excesso de oleosidade nos animais seborreicos.
Então, se o seu animal tem Piodermite com frequência, não deixe de seguir à risca as orientações do médico veterinário e não deixe de marcar uma reavaliação no final do tratamento, para que o profissional possa investigar as causas do problema e indicar a melhor forma de evitar as recidivas.

*Para mais informações sobre atopia, leia os textos anteriores sobre o tema.

Veneno de rato – um perigo pro cão e pro gato

No Brasil e em muitos lugares ainda é uma prática comum a gente usar veneno no quintal e na rua pra matar os ratos. Cuidado! ...